Sem origem
Estreando, no começo,
Sem origem, sem berço.
Buscando povo, clã.
Nasci nos coloridos novelos de lã.
Não se espantem,
Apesar de vestida de uma só natureza,
Os ventos me contaram,
Tu vieste de um mosaico que se fez Pangeia.
Olhos buscam o alimento da alma.
Boca enxerga, os frutos da comunhão.
A copa gruda, me camufla, me revela.
O tronco me faz sustentar caraminhar...
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
terça-feira, 11 de junho de 2013
Cri, cri, crê.
Do bestial ao erudito
Atravesso a alegoria fantasmagórica.
Deixo de lado os pares perfeitos
A maquiavélica mania de dividir a humanidade.
Aposto nas manhas do desejo
De manhã me catuca, me impulsiona, me apaixona.
Assumo o defeito narcísico de me buscar
Noutra esquina, no olhar que escapa, nos espelhos de outrem.
Capenga, o nada é quase tudo que sei.
Me permito, mesmo marginal, ser a linha torta do Criador.
Criatura teimosa, sendo apenas ela, só.
Aprende a ter cumplicidade com o pulso da vida, crê.
terça-feira, 16 de abril de 2013
Canção do Espelho.
Na corda bamba de balanço
Tagarelo a canção do espelho.
Hora som de gargalhada de picadeiro
Hora prantos de poréns e porvires.
Peço licença,
Entra em cena o deboche imaculado
E a indefesa defendida.
Por vezes, a agudeza do olhar que arrepia.
Já o grave se arrebita,
Mas logo tem dó,
Dá ré,
E mi fá sola-si-dar.
sábado, 9 de março de 2013
Rebolantes
Aprecio o ba-ti-bum-bum
O requebrado incontido dos quadris.
Coisa de mulata, de morena?
Ah se remelexo tivesse cor...
Escolhia uma aquarela.
O chorinho embala os prantinhos
Em cada canto incontáveis.
Catando o que nos resta
Insistimos lutando.
Cantantes, sambantes!
Bebemos o sabor dos festejos
E esquecemos os lampejos de dor.
Ao final, como em outros carnavais
Sentimentos e corpos despertam
Atritam-se rebolantes!
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