Sem origem
Estreando, no começo,
Sem origem, sem berço.
Buscando povo, clã.
Nasci nos coloridos novelos de lã.
Não se espantem,
Apesar de vestida de uma só natureza,
Os ventos me contaram,
Tu vieste de um mosaico que se fez Pangeia.
Olhos buscam o alimento da alma.
Boca enxerga, os frutos da comunhão.
A copa gruda, me camufla, me revela.
O tronco me faz sustentar caraminhar...