quinta-feira, 11 de março de 2010

Guerra ao Terror

Poderia falar aqui do filme mais premiado do ano pela estatueta de ouro, no entanto seria pura especulação porque eu não assisti ao filme, mas isso é apenas um detalhe. Esse título, na verdade me fez lembrar de uma outra guerra que travamos com nós mesmos.

O terror que assola as mulheres quando estão com a famosa TPM e esse "T" poderia ser de terror também, pois algumas de nós parecemos tão perigosas quanto um terrorista ou coisa do tipo, mas acalmem-se a maioria fica só no discurso mesmo aquele blá, blá, blá chatinho que a gente já conhece.

Bom ,entretanto essa guerra ao terror não é exclusiva do gênero feminino, isso aparece na gente de carne e osso, é estou falando do pessoal daquele planeta movimentado que diz que tem alma,lembra?! É parece que essa alma humana é inquieta e inquietante também, e temos de lutar, guerrear mesmo com o terror da raiva, da ingratidão, do medo, do desespero, do azar, da perda e tantos outros terrores que nos aparecem ou que construimos para não nos tediarmos. Do contrário, isso tudo salta da alma e chega a vida real e aí tudo pode se complicar.

E quem de nós já não deixou isso saltar? É a gente é esdrúxulo mesmo, sinisssssstrosss. Sabe-se lá por quê... O que disso tudo não me espanta é que é humano, somos errantes. Isso tudo não nos impede de continuar e poder nos resignarmos, ter o poder de NÃO fazer disso nossos defeitos por excelência, aqueles que você diz assim : "Sou assim mesmo, e daí?" E daí que é um terror, um horror precisa de rédeas, limites. Por isso eu proponho "Guerra ao Terror" não para eliminá-lo, mas para domá-lo até onde puder.



terça-feira, 9 de março de 2010

Construindo...

Construimos o tempo todo uma idéia, um pensamento... Eis que algo se concretiza mesmo que seja outra idéia, até porque a outra já não era tão boa. Mas com que propósito construimos? Será que não nos bastamos com que já existe?

Acho que basta não é uma palavra que nós humanos recebemos de bom grado, há sempre algo a mais que buscamos, caminhamos em direção e muitas vezes não sabemos ao certo o que é... E isso é bom ou é ruim? Bom, não sei ao certo, mas tudo tem um lado bom e outro ruim.

Quando não nos bastamos com algo corremos o risco de nos equivocarmos achando que um dia alguma coisa irá nos bastar, o que seria um egano, já que se desejamos não há nada que nos baste. Parece um pouco pessimista. Por outro lado, não se bastar é a única possibilidade de construirmos ,de estarmos sempre nesse movimento de fazer a cada dia, cada escolha, cada relacionamento uma novidade, uma surpresa, mesmo que com os mesmos personagens, cenário e roteiro, aqui e ali fazemos adaptações, mudamos o rumo, pintamos de outra forma e ainda podemos mudar tudo, tudo mesmo!!!!!!

Nossa parece muito radical essa última parte de mudar tudo, porque a gente nunca sabe realmente no que dá para mexer, aqui e ali existem coisas que a gente reaproveita, melhor recicla e que fazem parte, são nossos alicerces que não abrimos mão, é nosso, é isso que nos torna singulares. Até porque, até hoje eu nunca ouvi falar de construção sem alicerce, nem mesmo da imaginação de um arquiteto e olha que tenho uns amigos meus nessa profissão, ou pelo menos construindo para se tornar um.

É isso, giramos em torno do próprio eixo, mas mudamos, estações várias, espécies muitas, surpresas todas, diferentes, novas, sempre, agora.