Cri, cri, crê.
Do bestial ao erudito
Atravesso a alegoria fantasmagórica.
Deixo de lado os pares perfeitos
A maquiavélica mania de dividir a humanidade.
Aposto nas manhas do desejo
De manhã me catuca, me impulsiona, me apaixona.
Assumo o defeito narcísico de me buscar
Noutra esquina, no olhar que escapa, nos espelhos de outrem.
Capenga, o nada é quase tudo que sei.
Me permito, mesmo marginal, ser a linha torta do Criador.
Criatura teimosa, sendo apenas ela, só.
Aprende a ter cumplicidade com o pulso da vida, crê.
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