sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

In mundo

Nele aquilo que extrapola
Ultrapassa o senso.
Chega a borrar, sujar.
Postos a margem querem chegar ao centro.

Como?
Arrebentam, atiram
Sem eira nem beira.
Esgarçam as dores do mundo.

In mundo de cada homem
Arrependimento, compaixão.
Imploro as Marias todas e Uma.
Não se Imundam com esse mundo.

Faxina da alma,
àqueles homens.
Nem centro, nem margem.
E toda- valia- sem- mais.

sábado, 24 de novembro de 2012

Gérbera


A beira da sacada,
O primeiro Gé de vida.
Ó bela, entre a samanbaia nanica
E a pimenteira ardida
É a primeira que se arrebita.

No lar feito jardineira
Aguarda as nuvens de regador
E se não água... Que dor...
Sedenta, sem fôlego,
A Gérbera murcha, cai a flor.

Cadê aquele que aqui me deixou?
Ensimesmado, em sua bolha boba se acomodou.
Quando se lembra, já foi...
Palavraedo inútil lamentando, pedindo, reclamando
O que não há.

Então corta o mal pela raiz
E promove o enterro da flor.
Só que ela atrevida,
Acredita na ressuireição bendita.
E assim está nova, inovando sempre de novo



sexta-feira, 26 de outubro de 2012

A escrita da vida.

O que versa uma cabeça?
Uma trapalhada,
Tagarelice que inunda, imunda.
Em meio a esse novelo, uma promessa.

Esse fio é o mesmo,
de ponta a ponta.
Mas existem nós demais.
Desfeito um a um, ainda resta...

Quando irá cessar?
Não se sabe.
A cabeça, abrirá espaço.
Vazio.

Com alguma coisa Nossa.
A Senhora quer a sua verdade.
Quer parir,
a escrita da vida.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Alma passarinha.


Dentre as mazelas um -dia-achadas.
Por pouco ou por nada.
Se edificam sempre com o mesmo tijolo
Àquilo que já não serve.

Obra inacabada,
Se servindo apenas para ser abandonada.
Porém, convoca grandes e ilustres Nomes.
São grandes e grades de investimento.

O amor foi único pássaro que sobrou.
De vez em quando cantarola,
Quer sair da gaiola.
Um dia o pequenino arrebita o bico da alma.


terça-feira, 21 de agosto de 2012

Metáforas mal-ditas

Entre demônios e diabos
exorcismos vários.
Muitos respostas mal-ditas
àquilo que não se sabe.

Nesse coquetel molotov,
se engasga a nossa bestial infantilidade.
Porém, sem méritos
o que sobra, som pulsante.

Talvez um Ma-ra -na -thá,
quem sabe perdão,
um divã,
um Th na amarração.














sábado, 5 de maio de 2012

Amor parental.

Se esconde,te carrega dentro do peito.
As vezes pede, se despede...
Tropeça, levanta, segue adiante.

Se adianta, propõe.
Dói, espera, haja paciência.
Gasta muito, de tudo um pouco.

Ri, encoraja.
Chateia, prefere aqui ou ali.
É gente e ama.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Santiago

Um bê-baa-doo cantate
A prostituta de calça e batom vermelho
O coração em mosaico na calçada
E Santiago cantando, gemendo, pulsando...

Gracías! A primeira vista
E toda e qualquer vista, vista lá de arriba
Santa Lúcia, Cristobal é santo ou desbravador
E como foi brava esta dor e foi Mapocho quem chorou.

Cordilheira exibida desafia até Neruda
Contorna com versos que sobem montanhas
E com calda sangrenta tempera a história
Gororoba de índio com invasor.

Coloca-me nos braços Santiago!
Meus pés em Mar del Vina
Deixa eu chegar naquele Val- paraíso
E no meu partir se esconde no peito.