sábado, 24 de novembro de 2012

Gérbera


A beira da sacada,
O primeiro Gé de vida.
Ó bela, entre a samanbaia nanica
E a pimenteira ardida
É a primeira que se arrebita.

No lar feito jardineira
Aguarda as nuvens de regador
E se não água... Que dor...
Sedenta, sem fôlego,
A Gérbera murcha, cai a flor.

Cadê aquele que aqui me deixou?
Ensimesmado, em sua bolha boba se acomodou.
Quando se lembra, já foi...
Palavraedo inútil lamentando, pedindo, reclamando
O que não há.

Então corta o mal pela raiz
E promove o enterro da flor.
Só que ela atrevida,
Acredita na ressuireição bendita.
E assim está nova, inovando sempre de novo